Existem vários laboratórios para fazer o teste de paternidade, diversas certificações, novas tecnologias, vários profissionais e acima de tudo a diferença no número de marcadores genéticos.

Este artigo, visa sobretudo esclarecer se de facto, o número de marcadores genéticos pode ter influência nos resultados do teste de paternidade.

Escolher um laboratório é algo que se pode tornar muito complexo ou muito simples, dependendo das pessoas com quem se tem os primeiros contactos.

Note-se que, numa primeira fase as suas dúvidas irão para questões que não são técnicas como:

 

Esta são as primeiras perguntas que se deve focar a procurar respostas em vários laboratórios.

Contudo, após ter estas informações levanta-se a questão central.

 

Como garanto que o teste de paternidade tem 100% de fiabilidade?

Para responder a esta questão, dividimos a questão em 5 questões:

  1. Porque é importante saber o número de marcadores genéticos?
  2. Qual o melhor teste de paternidade o de 24 ou o de 33 marcadores genéticos?
  3. Porque não deve escolher um teste com menos de 21 marcadores genéticos?
  4. A tecnologia envolvida pode afetar a fiabilidade de um exame de ADN?
  5. Os testes de paternidade podem dar falsos positivos?

Porque é importante saber o número de marcadores genéticos?

Um teste de paternidade é tanto melhor quanto maior o número de marcadores genéticos.

Quantos mais marcadores genéticos mais ADN é testado entre as duas pessoas, logo, mais pontos de comparação.

Já leu por diversas vezes que, todos os seres humanos partilham cerca de 99,9% do seu ADN, então a diferença está em apenas 0,1%.

Dos 0.1% que é comparado, devemos ter em atenção que, devido à aleatoriedade genética haverá sempre ADN em comum entre duas pessoas.

Considere por exemplo a imagem abaixo:

melhor teste de paternidade

aleatoriedade genética a herança do ADN.

No exemplo acima, pode-se verificar que, o ADN é igual em todos os seres humanos nas letras pretas, independentemente se é do sexo masculino ou feminino, sempre que se analisa a sequência do ADN, este é sempre igual.

Contudo em alguns pontos muito específicos, existe uma alteração, estes pontos específicos entre os seres humanos é onde os geneticistas se focam a fim de averiguar se existe a passagem do número de repetições de determinado alelo de uma pessoa para a outra.

Por fim, o número de marcadores genéticos permite-nos entender quantos pontos de equivalência específicos são analisados entre cada ser humano.

Qual é o melhor teste de paternidade, 24 ou 33 marcadores genéticos?

Ambos os testes são muito robustos.

Basta que tenha em atenção que, os tribunais decidem a filiação com base em resultados de com 16 marcadores genéticos.

Logo, um teste de paternidade com 24 marcadores genéticos já é muito superior em termos de robustez a um teste standard de 16 marcadores genéticos.

Recentrando na questão anterior, como já deve ter reparado um teste de paternidade de 33 marcadores genéticos é melhor que um teste de 24 marcadores genéticos.

Afinal, existem mais 9 marcadores genéticos, em comparação entre as duas pessoas em teste.

Contudo, tenha em atenção que, um teste de paternidade com 24 marcadores já lhe devolve um resultado com 99,999% de certeza, enquanto melhor teste de paternidade, o de 33 marcadores genéticos devolve o resultado superior a 99,9999%.

Para concluir, o teste de 33 marcadores genéticos é melhor e mais robusto, que um teste de 24 marcadores genéticos.

 

Porque não deve escolher testes com menos de 21 marcadores genéticos

Aquando a escolha de um teste de paternidade deve ter em atenção a capacidade do laboratório que o corre, mas também a tecnologia que envolve o exame.

A resposta a esta questão é óbvia, apesar de um teste de paternidade com 21 ou menos marcadores genéticos serem aceites nos tribunais portugueses, não deve optar por um exame com poucos pontos de equivalência entre duas pessoas.

Em termos teóricos, quanto menos marcadores genéticos maior a probabilidade de obter um teste de paternidade com um falso positivo. (mais sobre os falsos positivos a seguir).

 

A tecnologia envolvida pode afetar os resultados?

Tudo conta para a fiabilidade do exame, desde os analistas, a tecnologia, os processos laboratoriais, a qualidade da amostra, as certificações, a capacidade do laboratório, entre outras atividades.

Desde logo, porque, não é possível fazer a separação de uma atividade das outras, contudo, um laboratório que tenha a linha robotizada para o processamento dos testes de paternidade, existe muito menos riscos de haver erros, ou trocas de amostras.

 

Os testes de paternidade podem dar um falso positivo?

Sim. Os testes de paternidade podem de facto dar um falso positivo.

Mas este cenário, só se coloca em consideração, quando o teste de paternidade falha no número de marcadores genéticos a utilizar.

Ou seja, são utilizados apenas entre 12 e 16 marcadores genéticos.

Também, poderá haver um teste de paternidade com um falso positivo quando duas pessoas relacionadas biologicamente, por exemplo, dois irmãos, possam ser os possíveis pais da criança.

Se ocorrer uma destas situações, deve sempre optar pelo melhor teste de paternidade, o teste com 33 marcadores genéticos, pois envolve mais marcadores genéticos, logo, mais pontos em teste entre as duas pessoas.

 

Por fim, deve-se salientar que: Quantos mais marcadores genéticos mais confiável é o teste de paternidade. Por isso, na dúvida escolha o mais óbvio. Mais marcadores melhor.

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