A dimensão de um teste de ancestralidade e em específico o teste de ADN tribos.

resumo

No artigo de hoje, abordamos 4 questões relativamente ao teste de ancestralidade em geral; e em específico face ao exame ancestral tribos.

Em suma abordaremos 4 grandes questões:

1. Como funciona o teste de ancestralidade, ou como é possível reconhecer padrões.
2. Os tipos de ADN utilizados no teste de ancestralidade.
3. Os resultados da herança biológica poderem ser diferentes da árvore genealógica.
4. Diferentes membros da família podem apresentar ancestrais diferentes.

O teste de ADN Tribos. Como é possível descobrir os ancestrais?

Os testes de ancestralidade, são sobretudo, exames de ADN que se focam na comparação do seu ADN com «clusters» de ADN conhecidos ao longo da história.

Como é que é possível detetar se uma pessoa migrou de um país para o outro se não existe documentação dessa migração?

Há cerca de 170 mil anos, os perfis de ADN de cada humano eram muito semelhantes, algo que pode ser mostrado no perfil de ADN de qualquer indivíduo no mundo nos dias de hoje.

Mas à medida que a raça humana escolheu migrar pelo mundo num esforço para criar uma vida “melhor”, essa separação que ocorreu em comunidades criou diferenças / variações no ADN de cada comunidade num dado local específico.

Quanto mais separações, mais específicos os resultados dos testes de ADN podem ser, por exemplo, declarando que sua ascendência é norte de Portugal.

Quanto menos etapas de separação, maior a área de ancestralidade, como a Europa Ocidental. Cada combinação de etapas criou o seu próprio padrão de ADN.

Hoje, estes padrões, estão identificados e os laboratórios utilizam estes padrões para poderem recuar centenas de anos e tentar estabelecer com a maior acuidade possível os padrões de migrações que esses ancestrais tiveram.

Em específico o teste de ancestralidade tribos utiliza o seu ADN em comparação com uma base de dados a nível mundial, que é constituída por cerca de 1227 comunidades «clusters» de ADN. (este número já engloba os padrões de migração).

O que o laboratório pesquisa em específico são estes padrões de ocorrências que foram originários nas comunidades que pouco ou nenhum movimento tiveram durante centenas de anos.

Por exemplo, se no seu ADN for encontrado o padrão específico que só ocorreu com a população francesa então terá uma correspondência +/- forte consoante se esse ancestral é muito antigo ou mais recente.

Relativamente aos teste de ancestralidade e áreas geográficas é importante salientar que, o teste de ancestralidade identifica comunidades que pouco movimento tiveram numa dada área geográfica. É importante salientar que a delimitação atual dos países sofreu diversas alterações ao longo dos últimos 500 anos, logo, quando dizemos que o seu ADN corresponde por exemplo à Polónia estamos a apontar a zona geográfica mais antiga, que porventura poderia não ser a Polónia tal como a conhecemos hoje.

Os resultados são os mesmos independentemente do laboratório que escolha?

Existem 3 tipos de ADN que é possível usar no teste de ancestralidade, o comossoma Y-STR que é um ADN exclusivamente herdado pelas pessoas do sexo masculino, por exemplo é utilizado sempre que se pretende saber qual é o nosso clã fundador, ou seja, exames que fazem a pesquisa até 170 mil anos atrás. O ADN mitocondrial que é usado para o lado materno da família e o ADN autossómico.

Neste caso o teste de ancestralidade tribos foca-se sobretudo no ADN autossómico, o ADN que mais variação tem de geração para geração.

O principal foco deste exame é tentar descobrir os ancestrais desde há 500 anos atrás até aos dias de hoje.

Mas convidamos o leitor a fazer um pequeno exercício para que se possa entender a verdadeira magnitude que um exame de ancestralidade envolve.

Partindo do pressuposto que cada geração teve filhos aos 20 anos, ou seja, os trisavós tiveram os visavós do leitor aos 20 anos, os visavós tiveram os avós do leitor aos 20 anos, os avós do leitor tiveram os pais do leitor aos 20 anos, e os pais do leitor tiveram o leitor aos 20 anos.

Ou seja, cada casal da vossa família direta teve sempre filhos aos 20 anos.

Se recuarmos até 25 gerações atrás, que é o ano 1500, de onde este exame faz partir a sua análise, a pergunta que impera é: Quantas pessoas contribuíram para o vosso ADN?

São exatamente 67 108 862 pessoas, ou seja, cerca de 67 milhões de pessoas. Se tentassem fazer a vossa árvore genealógica até ao ano 1500 só em familiares diretos são 67 milhões de pessoas.

A minha árvore genealógica reflete a minha herança genética.

Outra questão muito frequente sobre os testes de ancestralidade é se são mesmo fiáveis? Até porque a genealogia diz precisamente o contrário. Normalmente afirmamos que os resultados da árvore genealógica são frequentemente levamos em «demasiada consideração», os clientes assumem que os registos correspondem a 100% de verdade, mas por vezes a nossa herança biológica nem sempre reflete os nossos registos, porque a determinada altura com os nossos antepassados houve uma violação, ou ate por vezes «um caso extra-conjungal».

Por isso, ambos os documentos: Os registos como o teste de ancestralidade são documentos importantíssimos para a investigação dos nossos antepassados, mas por vezes em confronto podem mostrar coisas diferentes.

Por último é possível um familiar mostrar ancestrais diferentes?

Sim. É possível encontrar diferentes ancestrais em familiares, sejam irmãos ou com outra relação familiar direta. Isto deve-se ao facto de a herança biológica herdada ser aleatória.

Ou seja, todos herdamos 50% do ADN do nosso Pai, mas esses 50% são aleatórios.

Considere o leitor o exemplo abaixo para entender o que queremos dizer:

É possível ver pela imagem acima que de quatro combinações possíveis, apenas uma combinação é herdada por cada pessoa. Neste caso em especifico os irmãos herdaram para o marcador TPOX o Alelo (25,22) e (8,22)

Repare que devido a esta herança o alelo 11 do Pai não aparece em nenhum dos filhos, porque ambos herdaram o alelo 22, logo ficou uma «pista» de um ancestral retido na geração paternal. Ficando apenas os irmãos com o alelo 22, é impossível para o exame ancestral verificar o ancestral do alelo 11, visto que não consta do ADN dos irmãos.

Conclusão

O teste de ancestralidade ADN origens, tribos são importantes para aferirmos a nossa ancestralidade, contudo, o teste ancestral não consegue validar todos os nossos ancestrais, devido à aleatoriedade genética.

É importante englobar o maior número de pessoas da nossa família nestes exames. Isto faz com  que a ancestralidade seja mais abrangente, e com uma acuidade muito superior.

Está preparado para fazer uma viagem ao passado e conhecer os seus ancestrais?

Veja aqui mais sobre os testes de ADN Tribos>>

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