Como desenhar a árvore genealógica para um teste de ADN?

resumo

É importante para o laboratório, quando efetua testes de relações biológicas entre familiares saber a dimensão dessas relações. Existem diversas formas de exemplificar as relações entre uma familia, mas sem dúvida que uma árvore genealógica – Pedigree é mais visual e contém toda a informação que o laboratório necessita. Aprenda neste artigo como desenhar a árvore genealógica para submeter a um laboratório.

O que se pretende evidenciar é: Um teste de paternidade feito entre irmãos, não é igual a um teste de paternidade realizado entre meios-irmãos. Em termos de amplificação de ADN nada é interferido, contudo, em termos de cálculos de relação biológica estes são muitos diferentes.

Na altura de enviar as suas amostras para o laboratório pode juntar a estas o seu pedigree. Tenha em atenção que deverá pelo menos conter uma a duas linhagens anteriores à linhagem em teste.

Para desenhar o seu pedigree tenha em atenção a seguinte legenda:

 

Representação de uma pessoa do sexo masculino:

Representação de uma pessoa do sexo feminino

 

Representação de uma pessoa o sexo masculino ou feminino ausente (já falecida, paradeiro incerto ou outra)

 

Ligação biológica em dúvida.

Ligação biológica

Após ter esta legenda consigo, comece por desenhar a sua árvore biológica.

 

Abaixo encontra um exemplo que o poderá melhor ajudar neste tema.

  • Considere que o Sr. José de 33 anos pretende provar que é filho o Sr. Joaquim
  • Contudo Sr. Joaquim já faleceu.
  • O Sr. José sabe que da sua alegada família paterna ainda se encontra viva a sua avó paterna, e um suposto meio-irmão.
  • O seu avô paterno já faleceu.

Tendo isto em mente, o Sr. José pede a participação da sua avó paterna e do seu meio-irmão afim de poder provar que é filho biológico do Sr. Joaquim.

Em termos de árvore genealógica, para entregar juntamente com as suas amostras para o teste de paternidade o Sr. José efectua o seguinte pedigree.

 

Como desenhar a árvore genealógica

Após uma breve análise e extração do ADN nuclear – autossómico o laboratório concluí que não é possível obter resultados conclusivos quanto à relação biológica do Sr. José para com o Sr. João, mas como tem em posse o pedigree desta família, sabe exatamente qual o ADN que passou entre gerações.

Sendo assim, completa a análise utilizando além do ADN nuclear o cromossoma Y ou o Cromossoma X, mas qual destes dois usar?

É aqui que o pedigree faz toda a diferença.

O geneticista olhando para a imagem sabe qual o ADN que foi passando entre gerações, repare que o cromossoma X foi passado para da mãe para o Filho (Sr. Joaquim – letra C), mas acaba aí a sua passagem. Então mapear o ADN do cromossoma X não é opção.

Contudo desenhando a herança genética do cromossoma Y verifica-se que este já vem desde o Avô – B passou para o Sr. Joaquim – C e do Sr. Joaquim – C para os seus dois filhos F e G.

Assim, o geneticista poderá obter mais ADN comparar o Cromossoma Y do Sr. José – F com o do seu meio-irmão G de forma a dar conclusividade ao exame de paternidade.

Conclusão

É importante obter resultados nos quais pode confiar. Na dúvida sobre se alguma relações poderá causar algum tipo de calculo errado na probabilidade de paternidade fale sempre nela, não hesite. Deixe o laboratório decidir se existe algum tipo de influência ou não.

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