Neste artigo poderá ler quais as suas opções para realizar um exame de DNA durante a gravidez.

Qual o exame de DNA que pode escolher: invasivo ou não invasivo, perigos e riscos associados.

Porquê considerar a execução de um exame de DNA durante a gravidez?

 

Para algumas mães, é doloroso «imaginar» e testemunhar o crescimento de uma criança sem um pai.

Existem acontecimentos que não podem ser alterados.

Por exemplo, quando o pai já possa ter falecido.

Contudo, existem outros que de facto podem e devem ser alterados.

Casos como traições, em que o pai ou a mãe já tem família constituída, ou ainda, quando a mãe por diversos motivos não pretende divulgar quem é o pai biológico.

No entanto, é nestas alturas, que é necessário, considerar o futuro da criança, acima de qualquer problema de curto prazo.

Além disso, a falta de um elo biológico, pode ser notada entre as pessoas em causa e, mais cedo ou mais tarde, poderão colocar dúvidas quanto à filiação.

Por vezes, pode até deixar cicatrizes emocionais profundas e uma infância infeliz.

Por esta razão, as futuras mães, que se encontram nesta situação, de não ter a certeza quem é o pai da criança, e entre, as coisas boas e más que a revelação possa trazer, em algum momento devem tomar a decisão de resolver esta dúvida: e fazer uso de um teste de paternidade durante a gravidez.

Porque existe a necessidade de realizar um exame de DNA na gravidez?

 

Por mais simplista que seja o cenário acima, a realidade é que há muitas motivos a considerar, quando se opta pela realização de um Exame de DNA na Gravidez.

 

Vantagens em executar o teste de paternidade durante a gravidez

  • Proporciona apoio financeiro do pai, voluntariamente ou por meios legais;
  • Determina a paternidade da criança ou quem é o pai biológico;
  • É importante, para o homem, dissipar as suas dúvidas sobre se ele é o verdadeiro pai do bebé;
  • Dá à criança todos os benefícios legais a que tem direito do pai;
  • Sentido de tranquilidade para com o pai, a mãe e a criança, aos quais não se pode colocar um preço;
  • Potencializa a criação de um vínculo mais forte entre o pai e a criança;
  • Se a criança tiver outra figura parental, poderá sempre conhecer as suas raízes biológicas;
  • Por outro lado, o pai é livre de receber a criança, sem dúvidas, uma criança que ele conhece, para amar, apoiar e passar a vida com ela;
  • Por último, identificar o pai biológico evidência indicadores genéticos, que podem ser úteis, no desenvolvimento e saúde da criança.

Qualquer que seja o motivo é importante considerar a execução do exame numa altura precoce da gravidez.

Uma primeira razão é as consequências que trará para o seu bebé, pode ler mais sobre este assunto no artigo: Teste de Paternidade Pré-Natal na oitava semana de gestação – riscos para o seu bebé;

■ Dica
Se pretende saber mais sobre o Exame de DNA durante a gravidez não invasivo, preços, tempos de execução e as clínicas da CódigoADN em Portugal, consulte as informações sobre o teste de paternidade durante a gravidez .

em alternativa,
Ligue com a nossa equipa e coloque as suas dúvidas.

Como é realizado o teste de DNA durante a gravidez?

 

Um exame de DNA durante a gravidez é realizado para determinar se um homem é o pai biológico de um bebé, ainda no útero da mãe.

Note-se que, é necessário examinar amostras contendo DNA do homem, da mulher grávida e do bebé – feto.

Existe na realidade, três procedimentos para extrair DNA do bebé:

  1. Amniocentese;
  2. Amostragem de Vilas Coriônicas (CVS);
  3. Amostra de Sangue. (não invasivo)

É importante entender que, o laboratório, tem de conseguir identificar o DNA do bebé para a execução do exame.

Tal só é possível, após um tempo mínimo de gestação.

Por essa razão, é importante saber quais as opções existentes para a execução do exame, riscos associados e o tempo mínimo em que o exame pode ser executado.

 

Analisaremos, agora, as 3 opções referidas acima.

Do ponto de vista de risco, pode optar por um exame de DNA invasivo ou por um não invasivo.

Pode-se definir exame Não invasivo como um procedimento que não interfere com o bebé, a placenta da mãe ou o seu útero, acima de tudo, não existe risco para os intervenientes.

Por sua vez, exame  invasivo é um exame que apresenta risco para o bebé,  implica a inserção de uma agulha numa zona demasiado próxima ao bebé para colheita de material genético.

Em seguida, iremos abordar as diferenças entre os exames invasivos, não invasivos e quais os riscos associados. Continue a ler.

Teste de DNA invasivo – Amniocentese

O exame só pode ser realizado a partir da 14 (décima quarta) semana até à 24 (vigésima quarta) semana de gravidez.

Durante este período é possível ao ginecologista recolher líquido amniótico, com um risco reduzido para a mãe e para o bebé.

Este fluído, encontrado no saco amniótico que envolve o feto em desenvolvimento, contém, células fetais que podem ser usadas para análise de DNA.

Do ponto de vista prático, o seu ginecologista para obter este líquido terá de fazer a perfusão da placenta a fim de colher/ extrair o líquido amniótico.

Para este procedimento, o ginecologista irá inserir uma agulha que atravessa a parede abdominal até chegar ao útero.

Existem riscos associados a este procedimento como:

  • Aborto, cerca de 5%;
  • Malformações dos membros inferiores do feto;
  • Rotura prematura de membranas;
  • Infeção do saco gestacional (corioamniotite).

Após o procedimento é necessário repousar cerca de uma 1 semana.

Impõe-se por fim, salientar que, os laboratórios da CódigoADN não realizam este tipo de exames de DNA devido aos riscos associados.

Teste de DNA invasivo – Amostragem de Vilas Coriônicas (CVS)

Assim como o exame da amniocentese, este exame tem um intervalo de tempo em que pode ser feita a colheita de DNA.

Como o exame anterior, embora um pouco mais cedo, a colheita, é realizada entre a 10 (décima) e 13 (décima terceira) semana de gravidez a amostragem das vilosidades coriônicas (CVS).

Durante o procedimento, o ginecologista faz a colheita de uma amostra das vilosidades coriônicas, inserindo uma agulha ou através da parede abdominal ou pela vagina.

Na prática, a amostra que o ginecologista procura, é um pouco de tecido da placenta que contém informações sobre os genes do bebé.

Após o procedimento, a informação genética colhida (tecido da placenta) é então usada para descobrir o DNA do bebé.

Similarmente ao procedimento anterior, este exame também acarreta vários riscos como:

  • Sangramento e cãibras;
  • Infeção do saco gestacional;
  • Sensibilização do Rh;
  • Aborto
  • Malformações no feto;

Por todos estes riscos acima, os laboratórios da CódigoADN, não executa este exame de DNA na gravidez.

 

Riscos a considerar sobre os dois exames de DNA invasivos.

Ambos os testes de paternidade invasivos usam um ultra-som para guiar a agulha.

No entanto, ambos os procedimentos são invasivos e os riscos são vários, desde: infeção, aborto espontâneo e efeitos colaterais para a mãe.

Salienta-se, desde logo que, muitos ginecologistas não realizarão estes testes de DNA apenas por motivos de paternidade, devido ao risco que acarretam.

Nunca é demais salientar que todas as mães devem consultar o seu Obstetra / Ginecologista para mais informações sobre os riscos envolvidos, neste tipo de exame de DNA.

Teste de DNA Não invasivo – Teste paternidade durante a gravidez

 

Antes de aprofundarmos o teste de DNA não invasivo durante a gravidez, é crucial entender que os métodos existentes até há pouco tempo eram apenas do tipo invasivo.

Portanto, os métodos descritos anteriormente.

Por outras palavras, quando se fala em exames não invasivos, é uma referência à obtenção de amostras de DNA do bebé, sem ser necessário a perfusão (usando uma agulha), do tecido envolvente ou nas proximidades do bebé.

Como vimos anteriormente, o procedimento Invasivo acarreta elevados riscos para o bebé e até para a própria mãe.

Nesta senda, o exame de DNA na gravidez Não invasivo é um exame de risco zero, tanto para a mãe como para a criança.

A amostra de DNA fetal é colhida a partir do próprio sangue da mãe (mais informações sobre este ponto à frente).

Portanto, as amostras de sangue para os testes de DNA não invasivos, são colhidas por meio de extração de sangue pela veia cubital mediana (a veia que corre ao lado do dorso de todo o seu braço), não há contato algum com o útero, o colo do útero ou o feto.

Este é um ponto importante. Para clarificar, uma vez mais, o exame implica apenas a colheita de sangue no braço da mãe, é um procedimento rápido, sem risco e realizado pelos nossos enfermeiros.

A título de curiosidade, a consulta e colheita de sangue no laboratório demora cerca de vinte minutos, sem necessidade de repouso da mãe.

Por fim, convém ter presente que, o ADN fetal está presente na corrente sanguínea materna a partir das primeiras semanas de gravidez, mas em quantidades demasiado pequenas para serem detetadas. Saiba mais sobre a fiabilidade dos resultados e a quantidade de ADN presente quando faz o teste de ADN na gravidez.

Daí, que neste exame de DNA, seja necessário esperar pelo menos até à 8 (oitava) semana de gestação.

 

Quatro grandes vantagens dos exames Não invasivos relativamente aos invasivos

Vale a pena realçar que, é possível realizar o teste de paternidade DNA pré-natal a partir da 8 (oitava) semana de gravidez.

Repare que, este exame, tem quatro grandes vantagens relativamente aos anteriores:

  • Ausência de risco;
  • Pode ser realizado desde a 8 (oitava) semana até á 40 (quadragésima) semana de gestação;
  • A mãe não precisa de repouso após a colheita das amostras.
  • Resultados em apenas 7 dias úteis.

■ mais informações sobre os nossos serviços.
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Extração do DNA do bebé na corrente sanguínea da mãe.

 

Como anteriormente referido, o procedimento não invasivo depende de novas tecnologias em que é possível fazer a separação de dois DNA da mesma corrente sanguínea.

É importante, ter ciente que, esta tecnologia não é exclusiva de nenhum laboratório.

Desde logo, porque, quando realiza um exame às trissomias de forma não invasiva, também é detetado cromossomas do bebé em livre circulação na corrente sanguínea da mãe.

Logo, como se viu no paragrafo acima, quando a mãe engravida passa a ter dois DNA na sua corrente sanguínea.

Regressando à questão da disseminação do DNA do bebé na corrente sanguínea, esta é realizada por apoptose.

Ou seja, as células da placenta estão sempre a ser renovadas. Logo, as células mortas, separam-se da parede da placenta e seguem para a corrente sanguínea da mãe.

Este processo, de substituição das células da placenta, ocorre durante toda a gravidez.

Quanto mais semanas de gestação, maior a placenta, logo, mais células mortas a circular na corrente sanguínea da mãe.

Por sua vez, mais fácil se torna detetar o DNA fetal, devido à maior quantidade de células em livre circulação.

Em termos tecnológicos, é utilizada uma tecnologia de polimorfismo de nucleótido único.

Este termo, também conhecido por SNPs (lê-se snips) refere-se a variações no código genético entre um indivíduo e outro.

Na mesma senda, a análise de SNP’s únicos permite uma discriminação muito precisa do DNA fetal. Material genético que é comparado com o DNA do suposto pai. (ver imagem abaixo)

Devido a esta tecnologia o exame não invasivo durante a gravidez tem uma precisão superior a 99,9% no caso de inclusão e de uma precisão de 100% no caso de exclusão.

*inclusão: O pai em teste é o pai biológico, *exclusão: o pai em teste não é o pai biológico;

Herança genética SPN’s dos pais, especificamente, exame de DNA durante a gravidez

Como se pode ver na imagem acima, é possível através do sangue da mãe, fazer a separação do DNA da mãe e do bebé;

O exemplo anterior, mostra duas particularidades nesta extração, a primeira é que a criança deve herdar 50% do DNA do suposto pai e 50% do DNA da mãe.

Contudo, o que queremos chamar à atenção é a herança daquela mutação única, o triangulo verde. Por vezes os SPNs apresentam mutações muito únicas no perfil de DNA da pessoa em teste.

Portanto, uma herança dessa mutação, tem implicações no cálculo do índice de paternidade, aumentando o IPC (Índice de paternidade combinado), exponencialmente.

Desde logo, porque, esta mutação, neste SNP específico é única deste individuo e é altamente improvável que esteja presente numa grande quantidade de homens.

Por sua vez, quanto maior o IPC, maior a probabilidade de paternidade. A probabilidade de paternidade aumenta quanto mais mutações únicas são encontradas nos perfis de DNA do suposto pai e herdadas pela criança.

Por fim, clarificar que, o exame de DNA durante a gravidez, envolve tantos marcadores genéticos que é indiferente saber a raça dos intervenientes, utiliza-se por isso, uma base racial neutra, nestes exames de DNA.

■ ainda ficou com dúvidas?
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artigo escrito pela equipa dos laboratórios da CódigoADN.
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