O que acontece às amostras de ADN, após a realização do exame de ADN?

resumo

Existe uma questão fundamental que deve ver respondida por parte dos laboratórios mas que nem sempre os nossos clientes se preocupam numa fase inicial, o que acontece às amostras de adn após o exame. No artigo abordamos o tema porque é importante responder a esta questão e qual a politica de privacidade da CódigoADN.

Quando realiza um teste de paternidade informativo, o procedimento do laboratório é destruir as amostras, não reabrindo mais o processo. O principal motivo para este procedimento é que qualquer tipo de contraprova do exame de adn nunca pode ser realizado com as amostras do laboratório, pois não houve um registo documental da colheita de adn nos intervenientes. Claro que pode haver muitos motivos para a realização de contraprovas ou testes adicionais, neste caso, será sempre necessário a colheita de novas amostras nos intervenientes (o cliente poderá ou não incorrer em custos nesta contraprova. Tudo irá depender dos motivos, razões e explicação por trás da realização da contraprova.

Na altura da colheita de ADN solicitamos que a colheita de adn seja efetuada em 4 zaragatoas, o motivo de utilizarmos 4 zaragatoas prende-se com o facto de – os clientes não serem formados na área da saúde e para diminuir o risco de não haver ADN suficiente para a realização do Teste de adn – porque na realidade em laboratório só é necessário 2 zaragatoas.

O laboratório pede sempre amostras complementares, mesmo que não sejam utilizadas em laboratório, pois normalmente utilizam-se duas zaragatoas e é o bastante para se obter os perfis de ADN completos – 21 marcadores genéticos incluindo a amelogenina.

Quanto é solicitada uma contraprova do teste de adn pelo cliente?

Se o teste de paternidade for negativo, eliminando assim a possibilidade de que a pessoa testada seja de fato o pai biológico, a mãe pode querer um segundo teste para confirmar a paternidade com um homem diferente. Contudo, não é possível utilizar as amostras da criança presentes no primeiro exame, pois os exames que não são jurídicos são vedados pelo laboratório na utilização das mesmas amostras num exame de adn diferente.

A paternidade pode ser explorada até que um pai biológico seja de fato identificado. Em Portugal já chegamos até ao quarto interveniente. Organismos internacionais que acompanham os laboratórios emitiram um relatório em 2010 em que cerca de 25% de todos os testes de paternidade resultam em uma exclusão (teste de paternidade negativo). Em muitas destas exclusões (o organismo não apresenta dados), é solicitado um segundo exame com um segundo pai diferente, verificando-se a inclusão deste segundo interveniente.

Para a maioria dos participantes do teste de paternidade, o primeiro teste produzirá resultados definitivos e o caso será encerrado. Muitas pessoas estão preocupadas se o seu ADN pode ser usado pelo laboratório ou vendido a grandes organismos farmacêuticos, ou até mesmo a governos estrangeiros. No nosso laboratório, devido às politicas de destruição de amostras e constante auditorias por organismos independentes estes passos são escrupulosamente seguidos. O seu ADN tem apenas um único fim – a execução do exame que nos solicitou.

Por outro lado, é possível armazenar o ADN até 10 anos. Há momentos em batalhas jurídicas que as amostras de ADN terão que ser testadas 2 ou 3 vezes. Ou até para se verificar a paternidade de uma pessoa já falecida. Contudo esta colheita de ADN é sempre efetuada sobre uma custódia documental e com testemunhas.

Quando é que as amostras são guardadas e não são destruídas?

As amostras são guardadas e não são destruídas logo a seguir ao exame quando o exame é realizado juridicamente. Neste caso o laboratório guarda as amostras durante 2 anos, porque se o juiz ordenar uma contraprova às amostras, poderá solicitar o envio das amostras para um segundo laboratório afim de se realizar uma contraprova.

Conclusão

As suas amostras e a sua informação pessoal são muito sérias para nós. Por isso é que nunca utilizamos as suas amostras para um segundo teste de adn, seja de contraprova, seja com a participação de novos intervenientes. A sua informação genética é destruída pelo laboratório no máximo em 6 meses e a sua informação pessoal ao fim de dois anos. Contudo se nos notificar para destruir todos os seus dados pessoais procedemos á sua destruição.

Ao contrário de outro laboratório a CódigoADN não vende as suas informações pessoais a farmacêuticas ou outros laboratório de investigação genética. Levamos muito a sério a sua privacidade.

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